segunda-feira, 1 de abril de 2013

Auschwitz *



« Primeiro que tudo, há a surpresa e a incredulidade. Estamos ali, num local onde foram cometidas atrocidades e, pura e simplesmente, não acreditamos que tudo isso tenha sido possível. Negamos, sentimo-nos como num museu onde nada é real e tudo são recriações. Depois ouvimos relatos, vemos fotografias e objectos. E é aí que a realidade nos cai abrupta e silenciosamente em cima. E dói-nos, dói-nos como se tivesse sido connosco. Apesar disso, sabemos que não foi e esperemos que nunca nos aconteça um terço disso. E é nesse momento, passada a surpresa, a negação e a tristeza, que nos sentimos aliviados. 
No fim, fica uma dor de cabeça incrível e passam-nos milhares de pensamentos pela mente. Ir a Auschwitz será certamente, um momento de ponderação. Provavelmente um convite forçado para pensar muito e colocar grande parte da nossa vida em perspectiva. Toda a gente perde qualquer inocência que ainda tenha, no momento em que entra num sítio assim. É o preço a pagar quando nos confrontamos com o que de pior o ser humano é capaz.

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