segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Não importa ...


E não importa o quanto você chorou, ou quanto seu dia foi ruim. O quanto você se decepcionou e quantas pessoas te deixaram pra trás. Não importa se você errou, o que importa é que você aprendeu. E o que importa é que o sol sempre nasce no dia seguinte, te dando a oportunidade de ser feliz e deixar todas as tristezas pra trás.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Também mudei


A cada passo dado, tento reconhecer algo em cada esquina, mas as esquinas não me reconhecem mais. Meus amigos já não correm mais descalços pela rua. Já não conversam até de madrugada na rua. Não vão mais ao colégio à noite.
Agora correm atrás de dinheiro para ganhar a vida. Conversam sobre a dificuldade de sustentar uma família, enquanto assistem ao Jornal Nacional. Agora vão ao colégio assistir umas aulas e daqui a uns tempos apenas para a reunião de pais. Tudo mudou. As ruas, as pessoas, o clima, o vento, os sonhos. Só não mudou ainda minha esperança de encontrar pelo menos um cantinho que reproduza alguma doce lembrança de infância.
Eu também mudei. Não sou o mesma. Sou um pouco daquela menina que sonhava ser famosa. Um pouco daquela adolescente que se trancava no quarto pra brincar de escondidinhas. Ainda sou aquela jovem que anda pela cidade, que trabalha. Não sou o mesma, mudei mas continuo sendo a mesma amiga.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Sorriso ♕


Muitas vezes o sorriso é nossa maior arma para disfarçar o que realmente se passa dentro de nós. E acreditem, é preciso ser muito forte para conseguir sorrir em momentos em que tudo que realmente queremos, é desabar a chorar, sem ter ideia de quando isso vai acabar. O grande problema é que se nunca demonstrarmos o que realmente estamos a sentir, as pessoas também não vão perceber, e consequentemente, não vão poder ajudar-nos. Mesmo que seja só para se importar, para dar um pouco de carinho, ou para simplesmente dizer que sim, que tudo vai ficar bem…mesmo que eles nem tenham ideia do que estás a sentir, ou mesmo que as coisas realmente não fiquem bem. 
Poder contar com as pessoas que realmente se importam conosco faz muita diferença, principalmente quando são tudo que temos. Confesso que aprendi com o tempo a contar com as pessoas, sempre achei que era a “mulher maravilha”, e que podia resolver tudo sozinha, principalmente o que eu julgava ser problema MEU, e só meu. A vida infelizmente me provou de uma maneira brusca que eu estava errada. E que eu precisava sim das pessoas que me amavam e que eu amava. Me mostrou que eu não podia fazer tudo sozinha. E mais que isso, me mostrou que eu não precisava fazer tudo sozinha.
Sorrir é muito importante sim. Tanto quanto chorar. A diferença é que para sorrir não tem limite, e para chorar temos que saber que uma hora, tem que parar. E saberemos quando essa hora chegar.
O que me faz sorrir todos os dias, mesmo nos que não estou “tão feliz assim”?! Aquela frase pela qual eu comecei este texto!

Sorrir é o mínimo que podemos dar para as pessoas que nos amam, que nos querem bem. Sorrir é o mínimo que podemos fazer por nós mesmos todos dias. Sorrir não vai significar necessariamente que estamos felizes, mas significa que temos coragem e força para superar o que for. SEMPRE.

Por isso, toca a sorriiiiiiirrrrr muiiiittttooooo!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Atalhos, retalhos, sobras


Ficou em mim uma frase tua na última vez que nos falamos. “Não tenho palavras”, disseste. E eu também não as tive para prosseguir. Mas não foram só elas, as palavras, que faltaram. Faltou iniciativa. Faltou coragem, ousadia. Faltou loucura. 
Não faltou vontade. Esta, ficou na lista das coisas que sobraram. Também sobrou medo, insegurança, consciência. Sobrou este vazio de não ter vivido nada disso. "A gente" se entregou a outros amores e nunca teve coragem de tentar viver o nosso de forma verdadeira. Não tivemos a audácia de quebrar a cara e sofrer. E realmente não sofremos. Não quebramos a cara, por omissão. 
"A gente" optou pela segurança pra não perder o que nunca tivemos e no final "a gente" se perdeu. Nós nos perdemos um do outro e perdemos o jogo pra nós mesmos. Perdemos a nossa chance e não conseguimos encontrar nem as palavras. Continuamos sem elas...

De tudo isso, restou o consolo de que a vida abre outros caminhos e que neles cada um pode se encontrar de uma outra forma. Da história que a gente não viveu, restou a lição, para que das próximas vezes a gente não se iluda.

(*Quando digo "a gente" refiro-me apenas a uma só pessoa. )